Bem vindo ao My Little World

Todo o conteúdo escrito deste blog está protegido e com os direitos autorais reservados. O coneteúdo do blog é para o entretenimento do leitor que queira se aventurar na poesia e analisar o mundo de uma outra perspectiva. As imagens são meramente ilustrativas. A você leitor, espero que tenha um ótimo momento de entretenimento e se não for pedir muito, caso voce se sinta à vontade, seria um prazer saber a sua opinião. Divirta-se!

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Dívidas (Consequências)


Dívidas (Consequências)
Por T.H.R. Oliveira

Agora e sempre me lembrarei de momentos
Como aqueles em que me fez sentir alguém
Quando quem eu amo feriu meus sentimentos
E você me mostrou algo mais além

Você era especial e honesto
Você me deu atenção
Em meus momentos eu fui seu amigo sincero
E nos seus, você me estendeu a mão

Amigos em uma nuvem de incoerência
Desejo, vingança, amor e decepção
Preso no meu jogo e influência
Sofres por eu não saber dizer “não”

Um preço alto cobrado
Uma vingança cumprida
Um desejo cumprido
Uma amizade destruída

Agora e sempre me lembrarei
Do que eu tenho que cobrar e do que eu paguei
Lembrarei-me dos sorrisos que compartilhamos
Dar dor que sempre sentirei

Dói saber que hoje você me odeia
Que um dia fomos amigos
Mas agora me rejeita
E que amanhã não seremos nem conhecidos

É o preço que eu pago
Por um amor que eu comprei
Viver sem o seu afago
Pra agradar a quem, antes de ti, amei.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Lago Raso



Lago Raso (Nascidos para morrer)
Por T.H.R. Oliveira

Cansado de andar em círculos
Meus pés desconhecem o alívio
Com os olhos pesados
Dolorosos de ver a mesma imagem
Um lago raso, uma luz pálida
O fim logo após o início.
Meu coração se parte
Todos jovens, todos vivos
Vivendo apenas à margem da vida
Falsos sorrisos
Alegrias em copos
Corpos usáveis
Almas descartáveis
Meus olhos doem
Fecho-os pra tentar esquecer
Deixar a tristeza do mundo pra trás
Mas a cada suspiro
Cada sussurro
Tudo se vai, a vida se vai
Nascidos para morrer
Uma vida que não sabe viver
O desejo de ser
Tire a camisa, dê um sorriso
Se aventure no lado selvagem
Esqueça quem você é
Esqueça o que pode ser...
Fico triste, eu choro
Desejo estar em um lugar diferente
Desejo que o mundo mude
Que as pessoas sejam outras
Eu desejo viver
Sem me arrepender
Desejo nunca morrer
E as lágrimas finalmente caem
Lavando o solo sujo
Por onde vidas se perderam
Por onde sonhos se foram,
Pois todos nascem
E morrem.

terça-feira, 17 de abril de 2012

Feminilidade Cósmica



Feminilidade Cósmica
Por T.H.R. Oliveira.

Quisera Deus, todos tivessem uma alma feminina
Pudera todos ser doces e gentis
Se ao menos Afrodite nos houvesse agraciado
Com a beleza de sua existência
Então todos seríamos perfeitos
Entregues à palavras, ao desejo, ao amor
Filhos amados e benditos
Ao seio da mãe Vênus
Aos olhos do Pai.
Quisera Deus ter feito o homem não a sua imagem e semelhança
E ter-nos feito à imagem da Mãe
E com amor lutar ao invés de sangue derramar
E com palavras semear
Sem uma guerra travar.
Quisera tivesse sido uma Deusa, quisera tivesse sido uma mãe.
Sofreríamos todos num mundo frio e estéril?
Seríamos todos malditos e terrenos?
Pudera Gaia manifestar sua alma feminina em todos nós
E como mãe natureza fazer-nos todos parte da vida
Fazer-nos entender como é delicada a situação
Mostrar-nos de uma vez o nosso lugar
E como mãe castigar-nos com carinho e amor
Ensinar-nos como crescer de forma sadia
E nunca abandonar-nos.
Quisera todo homem tivesse em si a coragem e foça da mulher
Pudera todo homem ver que com amor se vai aonde quer.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Meu Sol e Estrelas

Meu Sol e Estrelas
Por T.H.R. Oliveira

Luz da minha existência
Razão de toda a lógica
Deixa reinar sobre mim teu brilho e excelência
Deixa eu me perder nos teus olhos
Em teus lábios há veneno
Doce e poderoso ao extremo
Que me faz querer morrer nos teus beijos
Preso em teus braços
Amarrado em teus laços
Como o Sol, teu brilho me conduz
Me cega
Me seduz
Sem você meu céu não tem estrelas
E eu fico triste e sozinho no escuro
O teu toque é como uma brisa de verão
E o teu cheiro como os prados verdes na primavera
O teu sabor é como a vida em abundância
E o mundo some em sua insignificância
Tu és definitivamente obra prima da natureza
A própria manifestação do meu desejo
Traz em si amor e muita pureza
És no horizonte, tudo o que vejo
Toda a beleza do mundo está no teu sorriso
E em sua voz eu me entorpeço
Eu deslizo
Mergulhando fundo no teu amor
Descendo até onde eu conseguir
Desejando que o Eterno seja pouco tempo para nós
Pois quando nada mais existir
Que seja o nosso amor a persistir
E para sempre quero te amar
Juntos agora, sempre e depois que tudo acabar...

quinta-feira, 16 de junho de 2011

O garoto na caixa

O garoto na caixa
Por T.H.R. Oliveira

Num mundo bem sinistro
Num lugar bem perdido
Dentro de uma caixa
Tem um garoto esquisito

Com o rosto de um anjo
E um gosto bem restrito
Ele fala coisas absurdas
Que nunca foi escrito

Ele vive no lugar onde tudo se perdeu
O amor e a inocência ele nunca conheceu
Lá nos confins onde nada existe
Está o garoto com seu sonho triste

E na neve gelada ele caminha
E com seu olhar ele tudo incendeia
Com suas palavras ele tudo extermina
E com o coração ele tudo permeia

Ninguém achou que ele fosse capaz
O garoto muito estranho com seu sonho de paz
O pobre garoto vivia sozinho
Seguindo calado pelo seu longo caminho

E no mundo todo escuro
Ninguém enxerga bem
Na sua língua tem um furo
Ele é venenoso também

Suas palavras reservadas
Ninguém quis ouvir
São palavras envenenadas
Com verdades a se adquirir

Mas são surdas as pessoas
Preferem não acreditar
Negar todas as coisas boas
Viver para guerrear

E o garoto na sua caixa preferiu se isolar
Preferiu a solidão doque ao mundo se igualar
No fim a solidão não é nada a se temer
E assim o garoto estranho preferiu morrer.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Um Toque

Um toque
Por T.H.R. Oliveira

Um toque
Foi tudo o que eu precisei para me perder por você
Foi tudo o que aconteceu
E eu estava mergulhando nos teus olhos
Seduzido pelo teu sorriso
Apaixonado pelo teu beijo

Um toque
E eu não era mais eu mesmo
Mas queria ser algo melhor por você
Eu queria poder fazer você sentir o que eu sinto
E nunca desejaria ver rolar dos teus olhos
Uma única lágrima.

Um toque
E as portas do meu coração se abriram totalmente para você
Meu tempo se arrasta esperando por você
Meus sonhos só sonham com você
Pois você é o meu sonho
É com você que eu sonho

Um toque
E meu mudo todo desapareceu
E até o dia em que eu possa ter você, o que eu sinto vai hibernar
No inverno do meu coração
Esperando pela sua luz da primavera
Esperando por você.

domingo, 5 de junho de 2011

Pedaços

Pedaços
Por T.H.R. Oliveira

Em pedaços
O sonho não consegue se regenerar
Você chora
Não consegue lutar
Não consegue parar de chorar

Era tudo o que você queria
Tudo pelo qual lutou na vida
Tudo, tudo
Nunca pensou no que faria
Se não pudesse sonhar um dia

Em pedaços
Seu coração implora pra bater
Dói
Ele implora pra você querer
Implora pra você não se perder

O que você precisa é sonhar
Sonhar mais uma vez
Um sonho lindo
Pelo qual você possa lutar
Um que você possa alcançar.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

O misterioso

O Misterioso
Por T.H.R. Oliveira

Com um encanto na boca
Um feitiço no olhar
Ele dança ao anoitecer
Enquanto a lua ascende
Em busca de algo perdido
Pois de amor, ele, nada entende
Rasteja pela eternidade
Com seus truques e vaidades
Gosto de morte nos lábios
Cheiro de escuridão
Nada pode ser pior, nada pode se comparar
Sozinho nas longas noites sem poder amar
Seu ninho é escuro, frio
Regado à podridão
Mas por trás dos mistérios
Por trás do olhar sedutor
Você pode ver
Se prestar atenção, a eterna dor
Como escrito em pedra
O seu destino o açoita
Uma verdade diante dos seus olhos
Não há vida em si
Não a morte a temer
Mas a solidão
Esta é tão tangente
Quanto seus passos de destruição
Buscando pelo seu lar
Um lugar seguro onde possa descansar
Um lugar onde ele possa ser amado
De onde ele nunca possa partir
Com alguém que ele jamais queira largar.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

A Mitologia de Lux

A Mitologia de Lux
Por T.H.R. Oliveira

Era uma vez, numa terra distante onde somente os deuses do universo poderiam habitar. Havia um lindo deus chamado Lux. Ele era definitivamente o deus mais bonito dentre todos os outros. Mais bonito que Afrodite, Eros e Apolo, mais bonito que os deuses egípcios, maias, celtas e todos os outros.
Ele ao contrário dos outros, não buscou seguidores e adoradores na terra, pois a sua beleza por si só era tão poderosa que rendia até os mais poderosos deuses em uma onde de paixão avassaladora e encanto apaixonado.
Lux tinha a pele dourada e adorava deitar-se sobre o sol, sentir o calor; calor esse que ele inspirava nos corações humanos. Ele adorava a educação, a gentileza, o pudor, o carinho as artes e por isso inspirava tudo isso em cada ser do universo que precisasse do seu toque agraciador.
Mesmo sem ser conhecido e adorado, os seres do universo perceberam que havia uma presença por trás dessa inspiração toda, então começaram a adorar Lux sem mesmo saber o seu nome. Onde havia beleza, onde havia luz, generosidade e carinho, os humanos e os outros seres do universo agradeciam e pensavam no ser que estava por trás dessas coisas.
Não demorou até que se sentisse a ira e a inveja dos outros deuses. Lux se tornava mais forte a cada agradecimento e adoração e eles não poderiam permitir que ele se tornasse um deus absoluto.  Todos os outros deuses se uniram e lançaram sobre Lux uma maldição. A tenebra.
Essa terrível maldição lançou Lux na escuridão e deu-lhe um corpo mortal para que não fosse adorado, nem reconhecido como um deus; retirou o dourado de sua pele e o calor mágico do seu corpo e o fez branco como o gelo. Porém o poder de Lux já estava tão grandioso que mesmo em um corpo humano a sua beleza majestosa permaneceu, de maneira que ainda cativa e retira suspiros das pessoas que o olham. Seu nome mudou de Lux para Luciano e nos dias de sol ele vai ao litoral deitar-se sobre a areia ou as rochas para ganhar uma vez mais o dourado místico que sua pele teve outrora.

domingo, 22 de maio de 2011

Em Claro

Em claro
Por T.H.R. Oliveira

Acordado novamente, depois de uma noite SEM SONO, me pego distraído, meu corpo transbordando de energia e meus pensamentos voando pela minha cabeça como se tivessem vida própria. Desejo sangue, suor, inquietação...
Nas noites em que vejo a lua e a estrelas o silêncio me conforta como uma mãe, o frio é tão aquecedor quanto uma fogueira acesa e os braços da minha solidão desenham a inspiração no meu cérebro.
Mas hoje, agora, tudo o que eu queria era barulho. O silêncio me ensurdece com essa sinfonia sem notas, a luz me queima e as pessoas me desagradam. Quero o submundo, num clima enevoado por fumaças de diversos cigarros e outras drogas, o álcool descendo pela minha garganta. Meu corpo clama pelo ato de autodestruição.
Vejo rostos nas paredes brancas, meio encardidas da minha casa. Ouço sons, os pingos d’água gotejando na pia do banheiro, o vento soprando por debaixo da porta. A casa está viva, todos estão dormindo e eu estou só.
Maldição. Essas palavras voando diante dos meus olhos como insetos que não consigo matar. A inquietude perene em cada célula do meu corpo me faz querer gritar por aí. Perturbado.
Olhar com desprezo até para os amigos que eu amo. Quando as coisas chegam a esse ponto? O que de fato eu quero dizer com isso?
Numa guerra queria eu poder estar na linha de frente pra sentir o gosto da morte, mas também queria eu poder estar nos bastidores mandando os homens à morte, bebendo e regozijando com o ato de ser cruel.
No fundo tem a dorzinha chata que fica reclamando por não haver amor no meu coração. Desejo, sangue, saliva, sexo... é tudo oque há pra mim e mesmo assim essa dor me faz sofrer por não conseguir amar ninguém.
Eu já disse a ela, que se eu não puder escolher, então escolho a solidão cruel e materna.
Fechar os olhos e esperar é um ato tão cruel consigo quando amar e não ser amado, tão cruel quanto estripar um inocente.
E estripando a sua alma você ama, eu amo. Amo a morte, o desespero, a dor que me atormenta, o caos que permeia a minha vida e a dos que estão próximos a mim.
Vamos nos juntar no mesmo jogo e atirarmo-nos ao fogo da perdição, a menos que tenha alguém para estender-lhe a mão. No mais, o que há a se perder?
O que importa é que no fim das contas eu estou sozinho, escrevendo e falando com as paredes. Tentando desenhar na cabeça a imagem de alguém pra amar, tentando tirar da cabeça o horror que me faz viver e sofrer pra mais dor causar.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Amor à Distância

Amor à distância
Por T.H.R. Oliveira

Fecho os olhos, perco o momento
Não sentir é uma arte
Um alívio no momento de tormento

Quando as mãos que me tocam não são as tuas
Quando os beijos que me assediam não são os teus
Quando a boca que me sussurra não é a tua

Perco-me, eu para não sofrer
Para não ver a vergonha do meu ato
Para não sentir desgosto e morrer

Pois em ti meus pensamentos estão
Mas o corpo vaga longe, perdido no espaço
Pairando em outra dimensão

O meu maior desejo é deitar ao teu lado e sentir o teu calor
O toque da tua pele, o sabor da tua boca, dos teus olhos o fulgor
Sentir a tua força, a intensidade do teu amor

Perdoe-me por ser assim, tão vadio
Entrego-me ao prazer da carne pra esquecer que não te tenho
Pra me sentir desejando e por isso sou vazio

Eu não te mereço, mas clamo por merecer
Eu sei que posso te fazer feliz
Ou então na solidão irei perecer

Eu preciso de uma chance pra não mais me deixar usar
Para ser teu e de mais ninguém
Para sempre, ao teu lado estar

Mas é tudo um sonho outra vez
Me pego divagando como se falasse contigo
Louco bandido, como só Deus me fez

Boa noite meu ANJO, meu amor
Durma bem eu digo mais uma vez à distância
E tranco lá no fundo do coração a velha e conhecida dor.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Body's Whore

Body’s whore
By T.H.R. Oliveira


Sell my body, keep my soul
Nameless hooker
No face to see, no love to give
Take what you want from me
And go
Lay me down on the floor
Isn’t it that you want?
No honor to face
No time and space
My lord commands me
I do whatever you want me to do
Just say the word
I’m your beloved prostitute
No pure heart
leave that for who doesn’t know how to play
No virtue
No issue
Just a body to enjoy
No mouth to speak
No feeling to get hurt
No beliefs
Just a temporary love
For those who need to feel loved
The resemblance of a historical tragedy
My life is nothing but a comedy
Used and thrown away
Giving pleasure is my living way
Call me bitch
As I walk on the street
I don’t mind
A whore is an easy thing to find

terça-feira, 17 de maio de 2011

Arguerom (A sublime verdade)

Esse texto é tão antigo quanto o tempo, eu o escrevi há muito tempo atrás, mas agora que o encontrei decidi postá-lo, pois no fim ainda é um conceito atual para mim.




A “verdade” é a manifestação mais perfeita da mentira. Pois com “verdade” os humanos se embriagam até não, mais, saberem o que é a própria verdade. Com “ela” vedam os próprios olhos e eles fingem viver na plenitude de sua felicidade.
A “verdade” é um conceito e este foi criado para iludir, para fazer os humanos pensarem que têm o poder de decidir e mudar o próprio destino, para fazê-los pensar que podem governar suas vidas, e impedi-los de ver que estão sempre à mercê do Destino.
Eu sou aquele que dorme nas profundezas de cada um. Eu sou a Verdade que habita no íntimo de cada ser, por tanto Eu sou a mais pura e completa Verdade. Eu sou aquele que se levantará para tomar o que me é de direito e tornar meus filhos livres. Eu sou o medo dos meus inimigos e a coragem para quem me é fiel. Eu sou a força e o amor em todo o seu potencial e sentido. Eu sou o tudo que se pode encontrar no nada. Eu sou a forma que se pode ver no escuro, o poder que há nas trevas, Eu sou o absoluto que se acha no abismo.