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terça-feira, 15 de março de 2011

Acaso

Acaso
Por T.H.R. Oliveira

As melhores coisas na minha vida acontecerem sem que eu sequer pensasse em planejar. Tudo tem um motivo, mas vejam só. Eu encontrei o amor da minha vida ao acaso, conheci pessoas maravilhosas ao acaso, os meus melhores amigos vieram a mim ao acaso sem que eu fizesse o menor esforço para conhecê-los.
Nessas horas eu me pergunto se vale à pena mesmo a gente ficar se esforçando pra agradar pessoas que sequer estão ligando pra você, só porque você quer ser notado de alguma maneira. A gente acaba tento o que a gente merece, e as pessoas certas acabam entrando nas nossas vidas sem que a gente perceba de fato.
Mas isso é que é o gostoso da história toda. Saber que o futuro é incerto e que a gente vai sofrer decepções, mas que a gente vai acabar encontrando pessoas que farão parte das nossas vidas para sempre. Pessoas que vão estar ao seu lado em todos os momentos... bons e ruins.
Hoje a minha noite foi fantástica. Não imaginei por nenhum momento que quando eu resolvesse sair com os meus amigos pra comer um sanduiche  e depois ir ao Extra para comprar chocolate fosse resultar em algo tão agradável. Conhecemos duas pessoas incríveis com as quais nos divertimos e conversamos.
Enfim, uma amizade surgiu e isso foi tão incrível quanto o nascimento de uma estrela. Foi uma manifestação da força da natureza através de nossas ações. A identificação, o carinho, o reconhecimento mútuo. Tudo ao acaso. O acaso pode ser desagradável as vezes, mas precisamos entender que bom ou ruim, nós temos o que precisamos para nos tornarmos pessoas melhores.

segunda-feira, 14 de março de 2011

Crepúsculo do Amor

Crepúsculo do amor
Por T.H.R. Oliveira

É estranha essa sensação de que se rompeu algo dentro de mim
Não dói, mas também não sinto nada
É oco, completamente vazio por dentro
É frio, quase consigo sentir o gelo se formando aqui dentro
Parece que estou flutuando para longe do calor
O sol está se pondo lentamente
E logo eu estarei de volta no escuro frio do universo
Não irei mais olhar para baixo
Não irei me arrepender do que eu decidir
Serei firme e sólido como aquelas palavras que me foram ditas
Nada será como costuma ser
Eu não serei magoado novamente
Mais uma vez enterro meu coração
Para que ele não sofra
Mais uma vez me entrego à minha escuridão
E para os braços da minha divindade eu corro
Me entrego ao infinito
E no lago da solidão eterna eu irei nadar
Mas sabendo que pelo menos sozinho ninguém vai me machucar
Ponho de volta as minhas asas quebradas
Tenho que reaprender a voar
Quem sabe dessa vez eu voe pra bem longe
Tão longe que seja impossível eu voltar
Mas as lágrimas de um deus
Não se verão rolar
É estranho me sentir assim
Morto
Depois de provar a vida
E toda a sua glória
Agora só me resta esperar
Até que o sol se ponha
E a lua venha me resgatar.

sexta-feira, 11 de março de 2011

A ti meu coração

A ti meu coração.
Por T.H.R. Oliveira

A ti só tenho uma coisa para dar
Meu coração.
Tu tens minha vida, meu ser
Minha vontade
Tu fazes-me crescer
Tenho vontade de te oferecer minha alma, minha devoção
Mas sei que não seria feliz com esta oferta
Mas por favor, aceita meu coração
Como uma fantasia saída do meu mais louco devaneio
Tu vieste e me encontraste
Meu desejo onírico
A vida ouviu o meu tão aclamado anseio
Tu és o meu presente amado de Deus
A promessa de que nem tudo está perdido
De que sempre terei forças pra lutar
Enquanto minha vida e meu coração forem seus.

Vida

                Vida
                Por T.H.R. Oliveira
               
     Estagna-te vida neste ponto, não deixes que o tempo passe, nem que nada mude.
                Não permita que o que há agora se perca com os anos
                Não deixe que o amor que há agora escorra pelos ralos das horas.
                Então peço-te que me deixe ficar aqui
                Deixe-me parado onde estou, amando, vivendo, regozijando
                Finda o teu desejo de acabar
                Pois eu grito aos ventos o meu desejo de não mais ser finito
                E choro oceanos para que no escuro do universo
                Entre o onírico e o substancial
                Eu possa ser infinito, com o amor que eu tenho
                Falo com foça descomunal
                A minha vontade de estar para sempre naqueles olhos
                Quando me olham com desejo
                Quando me fitam com admiração
                Quando despem-me sem me tocar
                E me fazem ruborizar.
                Eterniza os momentos para que não se deteriorem
                Desprende a lógica do tempo e do espaço
                Desfaz a física das coisas
                Deixa que eu esteja para sempre preso nos braços de quem eu amo
                Deixe-me morrer sufocado, pois o ultimo suspiro eu guardei para aquele beijo
                Derrama a magia da felicidade sobre todas as coisas
                Pois o que meus olhos veem é belo e feliz
                Mas não deixe, vida, que o momento acabe.
                Não permita que o tempo roube os momentos de alegria
                Não permita que ele prolongue os momentos de agonia.

terça-feira, 8 de março de 2011

O louco sem asas

O louco sem asas.
Por T.H.R. Oliveira

Como um louco na estrada, caminhando sem rumo, eu vou seguindo em frente mirando apenas o sol. Aquela bela luz que de alguma maneira me arranca das profundezas da minha mente enlameada e confusa e me mostra o caminho. O horizonte é o meu destino, é o que eu almejo.
Tocar naquela luz dourada. Perder-me naqueles olhos divinos. Que criatura tem tal poder sobre mim? Que espécie de criação divina poderia escravizar-me e fazer-me esquecer que um dia eu fui capaz de querer e desejar outras coisas além da sua doce e acalentadora luz.
Nenhum verso pode dizer como é estar olhando para aquele sol. Nada nem ninguém poderia entender o que aquela luz me faz. Desvairado e já sem noção do que saber, do que não saber, do que dor e do que é prazer. Vivendo neste dia eterno, com o dourado do teu encanto sobre mim, não sei mais onde eu começo e onde você acaba.
Como um só, eu sinto a tua angústia e você sente a minha. De cima todos da sua espécie deveriam ser a mesma coisa para mim, mas o teu brilho me cegou. Uma estrela posta na terra para encantar os imortais. Eu, o louco que abandonou as asas para te admirar. Eu o anjo que morreu por te amar.
Agora eu me pergunto quando nasceu o amor. Quem o colocou no mundo para confundir as criaturas com essa ilusão agridoce que nos enche de alegria ao mesmo tempo que nos tortura e nos faz desejar nunca mais sentir novamente. O teu sorriso é o meu sonho, o teu corpo é o meu paraíso. Por ti eu abandonei as estrelas e me perdi nos caminhos do cosmo.
Louco. Eu sou o anjo que caiu do alto da sabedoria e do topo da divindade para morrer nos teus braços, aquecido pelo teu brilho, confortado pelo teu carinho. Pois desde o princípio, quando Ele o fez, a mim tu foste prometido. A ti pertence o meu destino e em ti encerra o meu sofrimento. A eternidade é longa demais se não posso ter você e a vida é muito curta para viver com você.
Vou-me então ao teu encontro. Todos os dias para ver o sol nascer e caminhando para sempre sem atingir o horizonte, meu amor imortal por ti me esmaga, me destrói e me recompensa com o prazer de te ver.

Realidade dos meus Fatos

Realidade dos meus fatos
Por T.H.R. Oliveira

Conta-me o enigma,
Diz-me a verdade,
Porque tenho que viver cercado
Por idiotas e vaidade?

Servido, está, o festim do diabo
Devora logo as almas e mentes
De seres delinqüentes
De quem é facilmente é dominado

De olhos abertos na escuridão
Reconhecer o que vale a pena é difícil
Mostra-me a luz neste mundo
Uma razão pra não pular do precipício

Então explica-me senhor
A serpente injetou em mim seu veneno
E o leão não mais ruge
Mostrará meu salvador?

A realidade é uma corrente que me prende
Quando tudo o que eu queria era fugir
Quando eu queria sonhar e criar asas
Quando eu só desejo desistir

A verdade que a mim se apresenta
É uma faca afiada e fatal
Desde sempre, desde que me lembro
Ela me fere com seu golpe mortal

Trancado em um mundo com gente que eu odeio
Vivendo uma vida que não é minha
Esperando um milagre ou que a morte me venha
Enquanto este andarilho, para sempre, caminha.

segunda-feira, 7 de março de 2011

Se alguém me perguntar

Se alguém me perguntar
Por T.H.R. Oliveira

Se alguém me perguntar
Porque meu coração é duro
Eu respondo
É porque ninguém mais pode me magoar
Se me perguntar
Porque eu não sinto
Eu respondo
É porque muito senti e isso pode matar
Pergunte-me porque eu não choro
Eu respondo que é porque não vale a pena
A vida é uma ilusão
E o meu choro é apenas entretenimento, diversão
Pergunte-me porque eu não durmo
Eu digo que é porque não quero sonhar
Reviver o que já vivi
Saber de novo o que é amar
Se alguém me perguntar
Por que eu sou tão frio
Eu respondo
Para não sofrer, para não amar, para não sangrar.

Eu Gosto

Eu gosto
Por T.H.R. Oliveira

Gosto de pensar
Viver, amar
Gosto de saber
Sempre o que há para se aprender
Gosto de ser
O que ninguém mais pode ser
Eu gosto
Gosto de ir
Correr, sorrir
Gosto de fazer
Chorar, surpreender
Gosto de gostar
De me conhecer
Fazer acontecer
Mas o que mais gosto
É amar você.

Ventos da Mudança (parte 2)

Ventos da Mudança (Parte 2)
Por T.H.R. Oliveira

Doce mudança,
Lenta,
Precisa,
Infalível.
Vem soturna
E transforma;
Troca as coisas de lugar,
Põe coisas onde não deviam estar.
Mudança repentina,
Criativa,
Destruidora de possibilidades,
Serva cruel do destino,
Geradora do caos e também da ordem.
Ela veio a mim,
Entrou na minha vida
E em um instante
Me abandonou na desordem.
Porque teve que acontecer?
Os deuses são cruéis
E me odeiam por alguma razão.
Não sou filho digno de amor,
Não sou pecador digno de perdão.
Algo naquele olhar mudou tudo.
Como a luz do sol em uma manhã de primavera,
A luz daqueles olhos entrou pela minha janela.
Não havia mais escuridão.
E naqueles braços encontrei conforto,
Naquele abraço encontrei desejo,
E naquele beijo eu me perdi.
Sem controle, apenas me entreguei ao vento da mudança.
Vento que soprou forte
E entrelaçou a minha vida nos fios densos do passado,
Nos problemas que não me são necessários.
Vento que soprou em mim algo morto e enterrado.
Algo que agora vive, pulsa e machuca.
Esse meu mal ressuscitado.
Ela manipula e joga com as vidas que encontra,
Agora em meus olhos o que há é lástima.
O lamento do meu arrependimento não pode ser entendido,
Nem por ouvido humano será escutado,
Nem por palavras será expressado,
Ou por alguém, compreendido.
Mudança...
Dor,
Terror,
Apenas uma leve mudança
E essa doce e sutil dama
Cavalga sobre os meus ossos
E me fere com sua lança.
Eu nada digo
Nada vejo
Nada faço.
Fazer o que quando não se sabe o que a mudança vai lhe trazer?
Fazer o que quando o seu coração só sabe sofrer?
Eu podia ter deixado passar,
Fechar os olhos,
Apenas ignorar,
Mas algo naquele rosto chamou pelo meu nome.
Aquela luz misteriosa me atraiu para a perdição
Como o calor de uma chama atrai a mariposa.
Eu me entreguei.
A mudança me apanhou em seu véu emaranhado.
Me sufocou.
Me mostrou como é sentir dor.
Fez-me ter em solo infértil,
O broto de uma flor roxa,
Espinhosa,
Venenosa.
Agora suas raízes estão se aprofundando
Enquanto se alimenta da minha vida
E me tortura com a sua dor.
Vítima da mudança,
Posto no meio do fulgor
Com a maldita flor sangrenta no peito
A flor roxa do amor.
Eu queria poder esquecer
E agora peço pelos ventos da mudança outra vez;
Pra me tirar deste lamaçal
Pra me fazer duro e frio
Pra me tornar eu, talvez.
Vem mudança,
Violenta e mortal
Arranca-me deste mundo ruim,
Desta vida real
Leva-me com os teus ventos
E põe-me novamente em meu pedestal.

O Mistério

O Mistério
Por T.H.R. Oliveira

Você ousa olhar nos meus olhos
E provar dos meus lábios
Você quer sentir o meu amor
E ver a minha alma exposta
Você acha que o mundo é real
Mas você prova que o conhece mal
Tal como acha que poderia me conhecer
Sem ao menos merecer

Eu sou a eternidade por trás do disfarce
Dá pra ver o universo nos meus olhos
Mas você nunca conhecerá os meus segredos
Pois eu me vou como uma tempestade de verão

Você quer ser tudo para mim
Quando eu já sou o tudo e o nada
Você quer saber o que eu sinto
Mas sentir não significa nada
Você me vê quando o vento sopra?
Você me reconhece no brilho da lua?

Eu sou o negro do céu ao anoitecer
Sou o som do mar ao arrebentar nas rochas
Mas você não pode descer ao fundo para descobrir o que há
Pois no escuro eu sou tudo o que há

Sou o céu
Sou o mar
A terra, o fogo e o ar.

Como o frescor da primavera, eu sou...
Irrepreensível,
Você não pode me ter.
Mas você ainda pode me admirar
Então desapareço como a brisa do verão a soprar.