Realidade dos meus fatos
Por T.H.R. Oliveira
Conta-me o enigma,
Diz-me a verdade,
Porque tenho que viver cercado
Por idiotas e vaidade?
Servido, está, o festim do diabo
Devora logo as almas e mentes
De seres delinqüentes
De quem é facilmente é dominado
De olhos abertos na escuridão
Reconhecer o que vale a pena é difícil
Mostra-me a luz neste mundo
Uma razão pra não pular do precipício
Então explica-me senhor
A serpente injetou em mim seu veneno
E o leão não mais ruge
Mostrará meu salvador?
A realidade é uma corrente que me prende
Quando tudo o que eu queria era fugir
Quando eu queria sonhar e criar asas
Quando eu só desejo desistir
A verdade que a mim se apresenta
É uma faca afiada e fatal
Desde sempre, desde que me lembro
Ela me fere com seu golpe mortal
Trancado em um mundo com gente que eu odeio
Vivendo uma vida que não é minha
Esperando um milagre ou que a morte me venha
Enquanto este andarilho, para sempre, caminha.

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