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sexta-feira, 25 de setembro de 2009

O poeta e o Destino

O poeta e o Destino

Por T.H.R. Oliveira


Uma estrela dá seu último suspiro de vida no céu

E a sua existência vira história na escuridão

O poeta escreve com a pena no papel

E a história é gravada por sua mão


Canta o trovador, canta e se vai

De suas palavras ouve-se dizer, uma velha história de amor

Uma cruel vingança

E um final de muita dor


Foi como disseram sobre o sol e a lua

Que se amaram no início dos tempos, assim

Por despertar a fúria do destino

Ficaram distantes um do outro no fim


A lua por sua vez

Curou com o mar a sua solidão

E a cada uma vez em muito tempo

A lua é forçada a admitir para o Sol a sua traição


Amantes traídos, amores sofridos

É confusa a trama desse misterioso destino

E o que ele nos reserva no futuro

O caprichoso destino revela em seu tempo de desatino


E como escreve o poeta, assim é a vida

Começa numa frase e no ponto termina

A surpresa está em ler o que vem pela frente

E o não saber é o que muito nos anima.

A Bela e a Fera


Este poema foi feito para ser uma canção. Inspirado no conto "A Bela e a Fera" e tbm na música da banda "Nightwish" chamada "Beauty and the Beast". Este poemas foi escrito como uma forma trágica de dizer que o amor jamais morre, msm q o destino seja cruel na sua maneira de separar dois amantes.
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A Bela e a Fera

Por T.H.R. Oliveira


Fera:

Na noite escura de inverno

Os ventos gelados do norte sopraram em teu ouvido

Ouvistes o canto de dor que a noite trás consigo

E mostrastes o caminho até minha morada


Lembro-me de prometer-te secretamente o meu amor eterno

Com medo de exibir meu coração despido

E você com medo de mim, como seu inimigo

Pois sou uma criatura à noite fadada


Bela:

Eu me lembro de quão doce tu eras

Seu toque suave em minha mão

Lembro-me de tuas palavras singelas

Com medo e receio da minha rejeição


Olhei além da face que me amedrontavas

E enxerguei no fundo do teu coração

Tua presença me deixava sem palavras

Pois meu amor já tinha nas mãos


Fera:

Ainda vejo em meus sonhos

Como a mais bela lembrança, a primeira vez que dançamos

Tua cabeça encostada em meu peito

E a fera em mim rugindo de desejo


Bela:

Ainda anseio pelo momento

Em que dividiremos a mesma canção de amor

Sem que desta vez haja o surgimento

Daquela que nos trará a dor


Fera:

Meu coração já não é mais humano

Eu sou uma besta das trevas

Sedento de desejos mundanos

Repugnante, não muito diferente do que eu era


Vá Bela, para longe de mim, meu ser amado

Sejas feliz com alguém que a mereça

Deixo-te como ultimo ato de humanidade, este legado

Deixe-me esquecido para que eu morra e apodreça


Bela:

Não diga isso meu amor

Pois sentirei por ti o mesmo sentimento

E sentirei por ti a mesma dor

Se para distante de ti eu for


E a rosa de sangue te levará, enfim, para longe de mim

Para um lugar onde não posso te acompanhar

A morte sempre tão cruel assim, a chegar sempre no fim

A deixar-me a completa solidão amargar


Os dois:

E para sempre o nosso amor estará em pedra gravado

E como nos amamos não será esquecido

Seremos inspiração para todo coração apaixonado

E será como se nosso amor não tivesse falecido.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Vilão ou simplesmente incompreendido?


Tem muita coisa se passando na minha cabeça nesta madrugada, talvez essa seja a razão pra eu não conseguir o meu tão desejado sono. Mas enfim, eu me pergunto se sou apenas eu que estou errado ou o mundo que decidiu evoluir as características erradas. Lembro-me de quando eu era criança. Sempre fui o mais fraco, o mais maltratado, mais odiado e rejeitado. Nunca entendi pq as pessoas me tratavam assim - as outras crianças - pois gerlamente os adultos eram o contrário comigo. Whatever, o que eu quero dizer é "Será que é tão difícil assim me compreender?", com a minha infância, ou melhor, com a minha vida toda eu parendi a ME valorizar, a ME amar acima de todas as coisas, acima de todas as pessoas - isso me lembra até uma frase do filme "Miss Simpatia" que na vedade está corretíssima: "Pessoas amam pessoas que se amam." - e é isso o que eu tento passar para as pessoas, mas ninguém entende a real naturaza desse comportamento. Ninguém entende a grandeza que é vc amar a si msm e não depender do amor de mais ninguém pra sobreviver. Me chamam de frio, imaturo, seco, cruel, maldoso e milhares de outros nomes, mas essas pessoas que se acham tão maduras por serem cegas de sentimentalismo industrial, não conseguem sequer fazer o mínimo de esforço pra tentar entender o que eu quero dizer. É muito fácil simplesmente dizer que vc é certo, só pq vc é semelhante ao resto do mundo e culpar alguém como eu com injúrias crueis resultados de um comportamento imaturo e impulsivo. Eu não sou assim, eu nem consigo ser assim. Tudo o que eu digo, tudo o que eu faço, absolutamente tudo é infinitesimalmente cauculado, pensado e repensado pra que depois, quando eu o fizer eu não me arrependa. Agora estou pensando no meu ultimo namoro - que eu não terminei - mas que chegou a um fim de um jeito ou de outro. Eu saí como o falso, mentiroso, enganador, cruel, sádico, imaturo, simplesmente pq eu disse que eu queria que ela se amasse mais do que a mim. Certa vez ela disse: "Eu te amo mais do que a minha propria vida" - se não foi isso foi algo bem próximo, eu sei que foi o suficiente pra me por em alerta. Não nasci pra lidar com neurose de ninguém - posso estar parecendo frio agora, mas o que eu quero é só o melhor pra mim, como para os outros. Eu tinha medo que a minha presença contínua gerasse uma dependência dela para comigo e que se algum dia não houvesse mais a minha presença, ela cometesse uma loucura. Então, por alguma razão do destino eu tive uma reação alérgica a alguma coisa e fiquei impossibilitado de sair - por pura e simples vaidade - pois as bolhas que nasceram no meu rosto, estouraram e viraram feridas e eu não permitia nem que meu amigos mais antigos me vissem assim, quanto mais eu sairia na rua ou deixaria que ela me visse daquele modo. O que aconteceu foi que, de repente, na mente dela eu a estava traíndo, eu não a amava mais, eu é que não queria mais vê-la etc... "Paciencia é uma virtude que não é eterna e muito menos para todos", eu, no caso, sou completamente carente de paciencia. Tento além dos meus limites engolir todos os sapos e pedras que aparecem, mas por mais que demore, se a pessoa não se toca, a minha paciencia acaba. Eu não menti quando disse que a amava. Eu podia até não sentir por ela o que uma vez eu senti por outra pessoa, o que eu ousei chamar de amor eterno, porém nunca menti quanto a isso. Eu sempre lhe dizia que amor vem com o tempo e ainda disse-lhe tudo o que eu gosto e o que eu não suporto. "Eu não suporto ser pressionando a nada, não gosto de ser forçado a nada, não gosto de ser cobrado por nada, odeio reclamações periódicas, odeio sentimentalismo exagerado, ciúmes descontrolados" entre outras coisas que eu tinha deixado claro.
Outro dia eu olhei pra um hamburguer e lembrei-me de um certo acontecimento na casa dela. Senti saudade, sim, e não é pq não gosto de sentimentalismo barato que eu não sou romântico, pois sou um romântico à moda antiga e sou muito sentimental, talvez por isso msm eu consiga logo de cara ver o que pode funcionar e o que não pode. Eu me enganei quanto a nós, pois eu achei que podia funcionar, achei que eu podia lidar com características as quais eu sempre evitei, tudo pq eu realmente a amei. Mas lógico que eu é que fui mal visto e mal interpretado, eu sou sempre o vilão das histórias, eu sou o culpado. Tudo bem. Eu não quero msm por culpa em ninguém. Muitos dos herois hj reconhecidos por nós foram mortos injustamente por perceberem algo que a maioria não entendia, comigo acontece o msm, um dia as pessoas vão olhar pra trás e ver que eu tinha razão e que eu fui injustamente tratado como o "vilão".