Eu acabei de assistir ao filme “Regras da Atração” e me peguei pensando na natureza do ser humano. O filme mostra jovens universitários vivendo suas vidas, de certo modo patéticas, de uma maneira tão crua que foi, simplesmente, impossível não pensar em mim mesmo e nas pessoas à minha volta.
O ser humano é tão desesperado por achar um sentido na vida que às vezes age sem pensar, outras vezes pensa sem agir. O medo, a angústia de viver uma vida que você acha que não é pra você. O pavor de se perder no caminho em direção ao futuro que você planejou. Tudo isso faz com que as pessoas se tornem mais inseguras e, cada vez mais, façam besteiras.
Mas o que é a vida se não a chance de errar e depois poder consertar o seu erro? Partindo do ponto que ninguém é perfeito e que todos estão passíveis a cometer erros, a gente não deveria se sentir tão inseguro antes de dar um passo à frente. Porém há de se admitir que um erro possa ser irreversível e, por sua vez, acarretar milhares de conseqüências indesejáveis. Ainda assim, quando se erra não é o fim do mundo.
Ser o protagonista da sua própria vida implica em ser responsável por qualquer ato que o leve a uma conseqüência. O problema que a vida não é como um filme, não tem roteiro a ser seguido e nem as outras pessoas são atores que sabem que aquilo tudo é simplesmente uma farsa.
“A vida é uma história contada por um idiota, cheia de som e fúria, e que não significa nada” – William Shakespeare; Macbeth.
Essa afirmação é, de fato, muitíssimo verdadeira para alguém, que como Macbeth, cometeu todos os possíveis erros que não deveria ter cometido. Tudo por que teve maus conselhos e ficou cego por sua ganância e medo.
O medo é quem nos governa na maior parte do tempo. Sempre que fazemos algo, ou simplesmente deixamos de fazer é por medo de que algo inesperado e indesejado possa acontecer. Exemplo: Trabalhar para ter dinheiro e não passar necessidades, transar com camisinha para não pegar uma doença e não ter filhos, comer para não morrer de fome, se apressar para não chegar atrasado, entre outras coisas infinitas as quais estamos sujeitos no nosso dia a dia sem que nem ao menos percebamos o que estamos fazendo.
Muita gente simplesmente vê a sua vida passar diante dos seus olhos, pois vivê-la seria simplesmente aterrorizante demais. Muita gente deixa suas chances passarem porque não tem coragem pra assumir as rédeas.
Mas não é pra se julgar alguém assim se você der uma boa olhada no caos que é a vida. Ainda assim, uma boa dose de coragem e cara-de-pau ajuda a não definhar perante o medo e seria bom se todas as pessoas se dessem conta de que sentir medo é algo absolutamente comum. Assumir que se tem medo não é ser fraco nem vergonhoso. É apenas ser sincero consigo e com os outros. Assumindo o medo você pode ter a chance de olhar além dele e perceber que dá pra dar mais alguns passos sem errar. Com cautela e atitude os erros se tornam apenas uma parte necessária da vida. A parte na qual você aprende algo para não cometer o mesmo erro novamente.
Não sou (definitivamente) de comentar em blogs nem nada... mas acompanhei algumas postagens do seu... Eu vi esse filme há alguns anos e fiz uma análise parecida com a sua, claro que se a tivesse transformado em palavras dificilmente teria feito tão bem como você! Parabéns! ;)
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