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quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Vida, medo, erros, Som e fúria...

Eu acabei de assistir ao filme “Regras da Atração” e me peguei pensando na natureza do ser humano. O filme mostra jovens universitários vivendo suas vidas, de certo modo patéticas, de uma maneira tão crua que foi, simplesmente, impossível não pensar em mim mesmo e nas pessoas à minha volta.
                O ser humano é tão desesperado por achar um sentido na vida que às vezes age sem pensar, outras vezes pensa sem agir. O medo, a angústia de viver uma vida que você acha que não é pra você. O pavor de se perder no caminho em direção ao futuro que você planejou. Tudo isso faz com que as pessoas se tornem mais inseguras e, cada vez mais, façam besteiras.
                Mas o que é a vida se não a chance de errar e depois poder consertar o seu erro? Partindo do ponto que ninguém é perfeito e que todos estão passíveis a cometer erros, a gente não deveria se sentir tão inseguro antes de dar um passo à frente. Porém há de se admitir que um erro possa ser irreversível e, por sua vez, acarretar milhares de conseqüências indesejáveis. Ainda assim, quando se erra não é o fim do mundo.
                Ser o protagonista da sua própria vida implica em ser responsável por qualquer ato que o leve a uma conseqüência. O problema que a vida não é como um filme, não tem roteiro a ser seguido e nem as outras pessoas são atores que sabem que aquilo tudo é simplesmente uma farsa.
                “A vida é uma história contada por um idiota, cheia de som e fúria, e que não significa nada” – William Shakespeare; Macbeth.
                Essa afirmação é, de fato, muitíssimo verdadeira para alguém, que como Macbeth, cometeu todos os possíveis erros que não deveria ter cometido. Tudo por que teve maus conselhos e ficou cego por sua ganância e medo.
                O medo é quem nos governa na maior parte do tempo. Sempre que fazemos algo, ou simplesmente deixamos de fazer é por medo de que algo inesperado e indesejado possa acontecer. Exemplo: Trabalhar para ter dinheiro e não passar necessidades, transar com camisinha para não pegar uma doença e não ter filhos, comer para não morrer de fome, se apressar para não chegar atrasado, entre outras coisas infinitas as quais estamos sujeitos no nosso dia a dia sem que nem ao menos percebamos o que estamos fazendo.
                Muita gente simplesmente vê a sua vida passar diante dos seus olhos, pois vivê-la seria simplesmente aterrorizante demais. Muita gente deixa suas chances passarem porque não tem coragem pra assumir as rédeas.
                Mas não é pra se julgar alguém assim se você der uma boa olhada no caos que é a vida. Ainda assim, uma boa dose de coragem e cara-de-pau ajuda a não definhar perante o medo e seria bom se todas as pessoas se dessem conta de que sentir medo é algo absolutamente comum. Assumir que se tem medo não é ser fraco nem vergonhoso. É apenas ser sincero consigo e com os outros. Assumindo o medo você pode ter a chance de olhar além dele e perceber que dá pra dar mais alguns passos sem errar. Com cautela e atitude os erros se tornam apenas uma parte necessária da vida. A parte na qual você aprende algo para não cometer o mesmo erro novamente.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Vivendo

Vivendo
Por T. H.R. Oliveira

Eu tenho amor
Eu tenho razões
Minhas palavras vão além do tempo
Meus sussurros voam com o vento


Posso recriar o universo
Se eu assim eu desejar
Posso fazer o tempo correr ao inverso
Sei que até o mar se abrirá se assim eu mandar


"Eu sou o que sou"
Assim fui feito, assim para sempre serei
Eu sou aquele que fará, aquele que ousou
O poder em minha boca, eu sempre terei


Tenho todos os motivos
Eu deveria ser feliz
Tenho a quem amo e estamos vivos
Mas "o tudo se converte em nada", alguém me diz


Apenas vejo os dias passarem
As horas voam sem me notar
Eu tenho o poder, mas não sei usar
Eu tenho um desejo, mas não sei como realizar


Eu tenho vontades
Mas insisto em fazer o que devo, não o que quero
Cego, eu sou, por muitas verdades
Perdido, sozinho ainda espero


Ainda, tendo tudo o que define o caráter do que é bom
Porque algo parece não estar certo em mim?
Porque ser capaz de tantas coisas se tornou uma maldição e não um dom?
Porque simplesmente ser eu se tornou impossível pra mim?

Sinto como se a eternidade toda existisse dentro de mim de uma só vez
Como se nada pudesse me parar,
Mas olha pra mim, mesmo que eu ande, mesmo que eu corra eu não saio do lugar
Capaz de tudo na vida, mas impotente para se realizar

Como se o fim estivesse diante dos meus olhos
Mas meus passos lentos, arrastados levam a eternidade para chegar
Como se eu pudesse me reerguer dos destroços
Mas então eu teria que me olhar no espelho e não teria mais ninguém além de mim, pra culpar.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Romântico Incurável

Acho que não preciso dizer nada aqui... o poema fala por si...
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Romântico Incurável
Por T.H.R. Oliveira

Me pego pensando às vezes
Porque é tão difícil amar?
Por que é tão difícil achar alguém
Alguém a quem eu possa me entregar

Pergunto-me se deve ser alguém igual a mim
Ou se seria melhor que fosse diferente?
Mas saberia eu lidar com algo assim,
Ou seria eu tão incompetente?

Meu coração sempre está apaixonado
Iludido, eu diria, pobre coitado
Facilmente se impressiona
Logo está despedaçado

Como poderei eu amar alguém?
Talvez não seja para ser assim
Estou tão cansado de procurar
Anseio chegar logo ao fim

A vida me tortura a cada dia
Quando da tristeza surge novamente
O prazer, aquela euforia
Só pra me convencer que me entreguei cegamente

Talvez eu não saiba amar
Talvez no mundo não haja mais amor
Talvez seja difícil me aturar
Ou amar seja viver em plena dor

Como eu queria poder dizer:
“estou feliz em amar você”
Mas quando não se há alguém para amar
O que eu devo fazer?

Estou eu errado
Por sofrer de um mal irremediável?
Doença de amor infindável
Eu, um romântico incurável

Então sofra pobre coração
Sofra e sangre
Entregue à própria solidão
Sofra e morra de paixão.