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terça-feira, 17 de maio de 2011

Imaginário

Imaginário
Por T.H.R.Oliveira

Ele era um garoto que adorava viver no mundo que criava quando começava a escrever. Desenhava as personagens desse mundo e idealizava um amor baseando-se em alguém que ele realmente conhecia, mas que sabia que seria impossível ter.
Ele se gabava por dizer que tinha amor próprio o suficiente para viver sozinho até que a pessoa que ele tanto idealizou se materializasse e viesse ao seu encontro, como tantas vezes ele sonhou que aconteceria.
Chegaram a dizer para ele, uma língua cruel e amargurada, com inveja certamente por não poder demonstrar o controle que gostaria sobre o próprio desespero, que era bonito como ele dizia tudo de forma poética, mas que já era hora de ele largar os livros de poesia e viver a vida real.
Para o garoto foi como morrer. Deixar o seu mundo fantástico para viver nisso? Nesse mundo onde ninguém ama, onde as pessoas tem um olho só e esse olho é virado para elas mesmas, onde as pessoas são surdas e adoram por palavras nas bocas dos outros? Onde é mais fácil guerrear e odiar do que se entregar ao amor e pedir desculpas? Onde a pessoas que ele tanto idealizou nunca existiria, pois a perfeição não é permitida nesse mudo.
O garoto indignou-se, falou palavras serenas, mas carregadas de desprezo. Ele cortou para sempre a língua venenosa que tentou mata-lo. Ainda assim, aquele veneno fez algo no pobre garoto.
Ele viu seu castelinho de sonhos desmoronando às margens do penhasco que dava vista para o mar e viu o amor dos seus sonhos se transformar em apenas um homem comum. O sonho se desfez e a distância cresceu entre eles tão rápido que antes que o garoto pudesse imaginar uma maneira de salvar o seu mundo encantado, tudo estava perdido.
A esperança foi a única coisa que restou no coração do pobre e envenenado garoto. A esperança de que uma sombra do que foi um dia o seu mundo mágico possa se refletir no frio mundo real. Por isso ele vai lutar e por isso ele não vai deixar que tudo o que ele sonhou e planejou se desfaça como o seu sonho se desfez em neblina.
Chega de falar coisas tristes, chega de chorar as lágrimas que alguém implantou em seus olhos. O garoto vê apenas uma coisa a sua frente. O horizonte, e neste está pintado o amor da sua vida e a realização dos seus sonhos.
Seja como for, o horizonte é o destino e é para lá que ele vai caminhar. Mesmo que seja necessário sonhar e imaginar saídas para os problemas que virão, mas nada, nada no universo, nada real ou imaginário irá impedir que o garoto chegue ao seu destino.

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