Bem vindo ao My Little World

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quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Fantasia



 Fantasia
Por T.H.R. Oliveira
(dedicada aos meus amigos RPGistas)

Oh! Eu sei.
Conheço bem as tramas da realidade
Sim, eu sou um conhecedor.
Sou aquele que criou a verdade

Mas dizem;
E eles muito me dizem
Que sonhar é bom
Que reinam nas planícies
De ternura e fantasia
Longe da minha criação

E eles brincam
Criam e destroem reinos
Monstros, amores
E guardam-se da realidade e seus temores

Prazer!
Esta é a fantasia
O desejo se consolida
Em uma verdade alternativa
Fantasia!

Nada



Nada
Por T.H.R. Oliveira

Drama da vida
Ser miserável
Abutre da sociedade
Vem como amigo
E se alimenta da felicidade
Tuas palavras venenosas hão de te matar
E à tua podridão há de voltar
Vampiro soturno
Que invade sem ser convidado
Destruindo a alma
E todo o seu legado
Criatura fétida
Envolta de calamidade e destruição
O teu caos é berço da minha elevação
Hei de pisar tua cabeça
Como uma serpente venenosa
Víbora sombria
Temerosa do inferno
Volta ao teu antro
Paródia de vida
Paródia de ser humano
Volta à tua carne putrefeita
À tua casa de terror e desolação
Retorna, agora, ao teu mundo de tristeza e depressão
Deixa-me aqui
Não descerei contigo
Nem trarei a ti em minhas costas
Não serás convidado a entrar na minha casa
Nem a comer comigo
O que lhe é permitido
É o que sempre lhe foi dado
Desde que nascestes
Não se alimentarás mais de mim
Como um filho que se nutre da mãe
Através do cordão umbilical
Não sou mais teu
Nem me és visto com bons olhos
Repudio a ti
Filho do nada
Retorna à bagunça da qual saiu e deixa-me viver em paz
Cortemos os laços que nos prende
E da minha boca não ouvirás palavra alguma
Nem de bênção
Nem de maldição
Pois nada é o lugar de onde veio
E para onde retornarás
E nada para sempre serás.

Eu Sou...

Eu sou...
Por T.H.R. Oliveira

Quem sou eu?
Eu não sei...
Talvez seja eu o que você vê
Talvez eu não seja nada
Mas o que você imagina ser
Eu sou aquilo
Eu sou isto
Sou poeira do tempo
Uma lembrança que vez ou outra cisma em voltar
Sou um anjo
Sou demônio
Sou vida, por vivo estar
Sou como a árvore
Que tem suas raízes presas ao solo
Tão firme
Mas que se deixa pelo vento dobrar
Vento este, que vive suas a folhas roubar
Sou como água
Não há ambiente que não seja o meu
Sou como o fogo
Ardente
Paixão incandescente
No meu coração e no teu
Eu sou sonho
Sou futuro
Sou as páginas de um diário novo
Sou as lágrimas de quem sente ou sentiu
Um amor tão grande
Por alguém distante
Que seu coração partiu
O que eu sou pra você então?
Sou o mistério da noite
A luz do luar
O medo da escuridão
Sou aquilo que não se vê
E que se disfarça de algo em que se possa crer
Sou assustador pra você?
Bem vindo ao desconhecido
Eu o indeterminado
O iminente inevitável
Como já disse, eu sou futuro
Eu sou o nada, eu sou o tudo
Sou algo que não se pode simplesmente ser
Sou eu, alguém que não se pode compreender
Não posso ser resumido em curtas linhas
Não posso estar escrito em longas linhas
Não posso ser descrito
Pois sou único
E quem me conhece não pode me descrever
Porque simplesmente não pode me conhecer
Sua vez, quem é você?

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Amoricídio

Como dizem os budistas "Tudo é sofrimento; nascer é sofrimento, viver é sofrimento, morrer é sofrimento", mas eu digo que nada é mais sofrido do que amar. O amor é como um veneno que infecta cada célula do seu corpo e faz com que você perca sua identidade. Tudo fica lindo por fora, tudo é perfeito quando se está com quem se ama, mas basta o objeto amado sumir e o amor aciona o seu efeito auto-destrutivo e transforma tudo o que era lindo em dor e sofrimento. "O amor verdadeiro é recíproco" alguém me disse uma vez e eu concordo com isso, mas a reciprocidade raramente é verdadeira, pois o que as pessoas amam são de fato reflexos delas mesmas ou de uma projeção da pessoa perfeita que elas veem na tal pessoa amada. Então em homenagem ao amor eu escrevi o Amoricídio (Amor + Suicídio), tirei a idéia do nome do poema de uma música da banda Nightwish "Romanticide - Romanticídio"... já que eu estava sem título para o poema achei que "Amoricídio" seria apropriado. Divirta-se:
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Amoricídio
Por T.H.R. oliveira

Enterrei os meus amores
Pois estes só me traziam dor
Enterrei fundo no passado
Livrei-me da dor do amor

Enterrei também o meu passado
As coisas que não quero me lembrar
Sem o peso do amor e do passado
Posso agora, tentar andar

Livrei-me então das lembranças
Do que tive e conheci
Livre agora das cobranças
Recomeço do lugar de onde parti

Mil vidas não poderiam dizer
Descrever, expressar
O que sinto agora
Quando vejo aquele olhar

É bom poder sentir sem a dor de já ter sentido
Sem o saber que já havia conhecido
Simplesmente sentir como da primeira vez
Emocionando coração, assim o amor o fez

Meu ultimo cigarro, minha última taça de vinho
Entrego-me ao desespero, pois este é novo
Entrego-me as emoções deleitando-se em meu ser
Entrego-me ao amor, para de novo sofrer

Enterrei a mim mesmo no passado
E do passado me livrei
Agora morto e enterrado
A paz eu encontrei.

Dance floor

Gente, aqui está um poema em homenagem à minha noite de segunda-feira (06/09/2010) dia do SEXO... fui a uma boate com meus amigos e foi muito divertido... além do que eu esperava como diversão, aconteceram coisas incríveis que eu tentei por no poema... Enjoy it!
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Dance floor
Por T.H.R. Oliveira


Numa noite sem propósito
Noite aquela sem igual
Perdido por entre as luzes
Algo fora do normal

O álcool descia pela minha garganta
O ritmo da música movia meu corpo
Num tragar da fumaça do meu cigarro tudo fazia sentido
E ao liberá-la o sentido havia sumido

Dançando livremente pela pista
Cercado de amigos e amigos de amigos
Sensual, envolvente de certo modo exagerado
De repente quando vi, eu estava sendo beijado

Contra o auto-falante estava meu corpo
Vibrando a cada nota produzida
E na minha frente estava você
Fazendo a noite ganhar vida

Eis que estava lá, eu e você
Grudados um no outro num beijo interminável
Você segurou meu cabelo
E sua atitude me parecia inabalável

Como resistir?
Quando eu menos esperava
Você me pegou e seduziu
Quando eu estava lá só pra me divertir

Cada segundo foi precioso
Talvez nunca se repita
Mas agora a lembrança está eternizada
E a tua face em minha mente estará gravada.

domingo, 5 de setembro de 2010

Olimpo

Bom, faz algum tempo que não posto nada, mas de repente hoje eu me senti bem para escrever alguma besteirinha e decidi postar aqui. É algo pessoal e de certo modo, uma reflexão da minha vida emocional. Dizem que escrever é uma atividade terapeutica, sendo assim espero que de alguma forma isso me ajude a ser menos complicado no futuro. Espero que quem ler o poema goste se por ventura a pessoa se identificar, ou que simplesmente goste e se não gostar ainda assim é bom... do meu ponto de vista algo só vale mesmo a pena se divide opiniões... abraços a todos.
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Olimpo
Por T.H.R. Oliveira

Procuro, muitas vezes procuro até cansar
Procuro por algo que me faça um dia parar
Parar de esperar, parar de procurar
Parar de imaginar o que falta na minha vida.

Desespero, insônia
Quando foi a ultima vez que eu dormi?
Meus olhos se acostumaram ao escuro
Na escuridão eles se escondem do mundo.
Até quando...
Até que ponto me deverá ser somente eu?
Até quando devo esperar, procurar, imaginar?
Até quando ficarei aqui, amante da solidão?

Alguns dizem que não sei amar
Outros que não sei me deixar ser amado
No fim das contas o resultado é o mesmo
O amor e eu não estamos do mesmo lado.

Então, do alto da minha prepotência
Sentado no topo do meu Olimpo
Deixo-me crer que são os mortais que não me merecem
Pois a dor e agonia de estar sozinho são prazeres que não me apetecem.