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quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Amoricídio

Como dizem os budistas "Tudo é sofrimento; nascer é sofrimento, viver é sofrimento, morrer é sofrimento", mas eu digo que nada é mais sofrido do que amar. O amor é como um veneno que infecta cada célula do seu corpo e faz com que você perca sua identidade. Tudo fica lindo por fora, tudo é perfeito quando se está com quem se ama, mas basta o objeto amado sumir e o amor aciona o seu efeito auto-destrutivo e transforma tudo o que era lindo em dor e sofrimento. "O amor verdadeiro é recíproco" alguém me disse uma vez e eu concordo com isso, mas a reciprocidade raramente é verdadeira, pois o que as pessoas amam são de fato reflexos delas mesmas ou de uma projeção da pessoa perfeita que elas veem na tal pessoa amada. Então em homenagem ao amor eu escrevi o Amoricídio (Amor + Suicídio), tirei a idéia do nome do poema de uma música da banda Nightwish "Romanticide - Romanticídio"... já que eu estava sem título para o poema achei que "Amoricídio" seria apropriado. Divirta-se:
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Amoricídio
Por T.H.R. oliveira

Enterrei os meus amores
Pois estes só me traziam dor
Enterrei fundo no passado
Livrei-me da dor do amor

Enterrei também o meu passado
As coisas que não quero me lembrar
Sem o peso do amor e do passado
Posso agora, tentar andar

Livrei-me então das lembranças
Do que tive e conheci
Livre agora das cobranças
Recomeço do lugar de onde parti

Mil vidas não poderiam dizer
Descrever, expressar
O que sinto agora
Quando vejo aquele olhar

É bom poder sentir sem a dor de já ter sentido
Sem o saber que já havia conhecido
Simplesmente sentir como da primeira vez
Emocionando coração, assim o amor o fez

Meu ultimo cigarro, minha última taça de vinho
Entrego-me ao desespero, pois este é novo
Entrego-me as emoções deleitando-se em meu ser
Entrego-me ao amor, para de novo sofrer

Enterrei a mim mesmo no passado
E do passado me livrei
Agora morto e enterrado
A paz eu encontrei.

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