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quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Nome Negro, Asas de Prata


Nome negro, Asas de Prata
Por T. H. R. Oliveira


Na ausência da razão
Eu me vi à beira do precipício
E o que eu entendi
É a verdade de toda natureza
Desde que no céu foi escrito
O fim para a vida
Negro tem sido meu nome
E nas minhas asas prateadas
Eu levarei toda alma.
Assentei-me sobre a lua
E vigiei
Observei e me aterrorizei
Com o seu terror
Com o seu descaso
Com o seu desleixo
Para mim
Todos da sua raça
São iguais
Animais
Perdidos nas cavernas da mente
Pensando que pensam
Achando que tem razão
Iludindo-se com a auto-compaixão
Convencendo-se de que não merecem morrer
E que todos merecem uma segunda chance.
Patéticos!
Sim, você e toda sua raça
São deprimentes e patéticos
Seres sem respeito
E egoístas até mesmo nos atos de generosidade.
Nada se esconde do meu olho
Que queima através da carne
E vê através da intenção
E a natureza da sua espécie
É a negação.
Cegos pelo orgulho
Não admitem o que não conseguem compreender
E se perdem mais ainda na escuridão
Onde eu vos caço
E me alimento
Pois a sua derrota é a minha elevação.
Não é meu gosto ver a sua destruição
Mas o seu sofrimento
É minha diversão
Por ter violado minha casa
E profanado minha terra
Eu sou a sombra que se levanta do abismo
Para fazer justiça
E todo o universo e suas leis
Sabem que eu sou o justo
E o injustiçado
Pois caminhei no esquecimento
Ao longo de toda a existência
Sempre à margem dos acontecimentos
Sempre nas trevas, escondido
Culpado sem julgamento
Pelo medo e a ignorância,
Largado até o fim dos tempos.
Agora o meu brilho
É a única luz que verão
E com o bater de minhas asas
Suas vidas se abaterão
Pisarei nos ossos dos injustos
E torná-los-ei em pó
Sua carne profana será a minha refeição
E à meia-noite
Beberei seu sangue
E queimarei sua alma
Gaia não mais terá que suportá-lo
Nesta superfície
Ferindo a beleza com a sua negritude de alma
E a feiúra dos teus atos,
Pois na lâmina de minha foice
Encerrar-se-á sua vida
E a de todos que a isto merecerem
Quando olhar nos meus olhos
Veja sua vida
Veja o mundo
Veja o princípio e o fim
Perca-se no escuro do meu interior
E seja meu para sempre
Pois é no fim que tudo há de recomeçar.

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