A carta da Rosa
Por T.H.R. Oliveira
Flor escarlate, rubra de sangue
É tu amor!
Assassino cruel,
Vilão e mocinho,
Disfarçado, entra de mancinho
E quando menos se espera
O que me falta é um pouco mais de carinho.
Seta maldita!
Do maldito cupido!
Infame miserável!
Fez de mim um amante,
Deu-me um coração corrompido.
Por quê?
Diabos! Por que logo eu tenho que amar?
Deixa o amor para os outros
Para quem não tem o que fazer,
Para quem não tem o que dizer.
Eu não quero!
Então arranca do meu peito a roseira
Arranca-lhe as rosas de sangue
E poda-lhe os espinhos que cravejam meu coração
Lembra-te das raízes
Pois estas estão profundas
Enraizadas no âmago do meu ser.
Faz melhor, seja lá quem tu fores
Mata-me a teu bel prazer
Tortura-me e diz-me que amar é inútil
Mata-me e, por favor,
Faz-me parar de sofrer.

Nenhum comentário:
Postar um comentário