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domingo, 15 de maio de 2011

Fantasma Perfumado

Este conto é fictício, mas com personagens reais. Este é o meu presente de aniversário para mim mesmo. Eu me dei o que ninguém poderia me dar. O amor de quem eu desejo. Mesmo que só em uma estória, talvez assim em algum plano de existência isso seja real. Enfim, a vida não é tão ruim assim quando se pode imaginar coisas. Feliz aniversário pra mim 16/05/2011. Que eu seja feliz algum dia, com a pessoa certa, com a pessoa amada e que me ama também.
Fantasma perfumado
Por T.H.R. Oliveira

Eu acabara de sair do carro. Eu estava atrasado para o trabalho. Como sempre, vestido em um terno escuro, com uma gravata não chamativa em volta do pescoço. Estava com minha pasta e os meus papeis nas mãos, quando uma brisa levada soprou umas duas ou três folhas para o lado.
Ao me virar para apanhar os papeis, notei em um breve vislumbre uma pessoa. Ele estava sentado dentro de um ônibus, com a cabeça levemente abaixada e encostada no vidro da janela, seu rosto numa expressão leve carregada de um pesar e dor, que eu não conseguia decifrar.
Eu já vira aquele rosto antes. Vira algumas vezes, belo e inexpressivo, outras vezes com um sorriso leve e sereno, vi aquele rosto me observar com admiração, como se eu fosse algum tipo de deus que caminhasse sobre a terra.
Sim, eu vira aquele rapaz antes. Ele me escrevia coisas lindas. Suas palavras alegravam o meu dia. Ele era tão sincero no que dizia e conseguia me conhecer tão bem que chegava a ser assustador.
Ele chegou a me desenhar em um quadro, o qual eu amei e ainda o tenho pendurado em minha parede. Veio com uma carta aromatizada com o seu perfume, e quando li suas palavras foi como se ele as estivesse falando em sussurros ao meu ouvido.

“Eu tentei fazer você se ver como eu o vejo, lindo, indestrutível, atemporal, eterno e perfeito. Desculpe-me se exagerei, mas esse aroma que você sente é o meu perfume. Achei que assim me faria mais presente quando você recebesse o quadro. Eu só queria poder fazer parte de momentos assim na sua vida. Eu só gostaria de ser mais do que palavras bonitas e esforços para que você se lembre de mim todos os dias.

Com carinho, T.H.R. Oliveira”

Ele nunca soube, mas aquele fora o melhor presente da minha vida. Nunca ninguém demonstrou tanto carinho e dedicação por mim, menos ainda sem me conhecer. Tudo o que as pessoas sempre viram foi um corpo bonito e a possibilidade de sexo.
Ele foi diferente. Ele me viu como eu sou e me amou do jeito que eu sou. Eu nunca soube retribuir.
Com o tempo ele parou com as mensagens bonitas, que faziam o meu dia melhorar e eu fiquei sozinho novamente, com o que me restou daquele doce garoto. Um fantasma perfumado, um quadro no qual eu não me vejo, mas sim quem o pintou e a lembrança de que eu poderia ter feito mais para tê-lo comigo todos os dias da minha vida.
Não sei o que fazer, nem o que pensar agora. Eu o vi. Ele está aqui, em São Paulo. Está tão perto de mim, mas nem sei por onde começar a procurar.
O ônibus há muito se fora. Eu não o alcançaria nem se eu tentasse.
Talvez tenha sido melhor assim. Ele vive a vida dele agora e eu continuo com a minha. Solteiro aos 27 anos, por opção, é claro. Mas ainda procurando nos outros por um traço que me faça lembrar aquele garoto de Brasília que com carinho e muito jeito conquistou meu coração, mas que agora eu perdi.

O amor da Escuridão pela Luz

Eu tentei enviar esse poema de todas as formas à pessoa a quem ela é destinada, porém a porcaria do facebook  estava de rosca comigo. Então vou postar só aqui mesmo, onde ninguém lê... Fiz este poema inspirado no meo mais novo Muso/Divo, amigo queridíssimo e nem sei mais quanto adjetivos bons posso qualificar a este homem, Luciano Alvesch. Se acaso vc chegar a ler isto, espero profundamente que vc goste, pois este poema é seu, e só vc tem direitos sobre ele - além de mim, é claro, que sou o autor... XD
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O amor da escuridão pela luz
Por T.H.R.Oliveira

Como o raiar de um novo dia
Deve ser para aqueles que o encontram todas as manhãs
Como o pesar que alivia
Deve ser para quem se maravilha com o teu sorriso

Olhar nos teus olhos é como ver o colapso entre duas galáxias
É admirar o nascimento de um novo oceano
É se entregar ao delírio selvagem das fantasias
É assistir a fúria perfeita da natureza, no sagrado e do profano

Encontrar-se em teus braços é perder-se no infinito do paraíso
No conforto das asas de um anjo poderoso
Que com o dom do seu toque aclama e doma as feras
Que estás nas alturas, mas é um ser carinhoso

A brisa regozija à tua face acariciar
Pois esta para sempre feliz estará
Por um dia ter tido a chance de por ti passar
E em tua pele angelical tocar

Por não aquecer mais que tua presença, o fogo se envergonha
Para que teu brilho reinasse, o sol escureceria
Por não ter o teu amor a lua despencaria
E até a vida sem a tua existência, morreria

Tu és a força que acorda com o mundo
E a calma que dorme ao anoitecer
Tu és o amor que faz girar o planeta
És o que faz valer a pena viver

Um anjo entre os mortais
Eles não sabem porque é tão fácil amá-lo
Mas eu vejo suas asas, elas são reais
E é tão mais difícil tocá-lo

O teu olhar tem uma chama incandescente
As tuas palavras tem um poder entorpecente
A tua aparência tem um poder sobressalente
Mas tu tens na boca, da vida uma nascente

Diz-me anjo, como não amar-te?
Quando em todas as pessoas do mundo eu procurei
Foi em ti que eu vi o brilho misterioso
Quando em todas as pessoas nada além de vaidade, eu encontrei

Quando tudo o que tive foi luxúria
E o prazer da carne nas minhas negras asas
O sabor da ensandecida fúria
A da vingança não perdoada

Tua luz me seduziu e me cegou
Mais uma vez um caminho surge no escuro do universo
E o devasso cai aos pés do sagrado
Deixando para trás o passado perverso

Implorando pela sua salvação
Olha para o abismo anjo de luz
Tira-me da inconsolável solidão
E com o teu amor me conduz.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Vida e Morte - O Vício.


Vida e Morte - O Vício.

Por T.H.R. Oliveira

O doce inebriante da inocência
Inocência?
Burrice, ignorância...

É mais fácil viver
Quando não se sabe viver

A vida é bela e frágil
E pode sumir sem dar sinal
De uma hora para outra...

Em um único gole
Um ato simples e fatal

Ocultar-se nas sobras
De pensamentos distorcidos
O real e a fantasia se fundem na mente...

Delírios insanos
Em uma mente demente

Mas é certo, porém, o final
Para alguém fora de si
O fim é o mais natural...

Antecipando a chegada
Da senhora morte para o tal

Muito se acha e muito se perde
No reflexo dentro de um copo
Mas acima de tudo, muito se esquece...

Esquece da vida, do amor
E o vício só leva à dor

Eis que chega o fim
Não chore, não reclame
Cada gole o trouxe aqui, enfim...

Fim da linha, caro amigo
Para você acabou, é o fim da vida.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Olhos na escuridão

Olhos na escuridão
Por T. H. R. Oliveira

No vazio do meu universo
Eu não me encontro
Eu não me sinto
Eu estou só
O sol se pôs e minhas asas me levam pra longe da luz
Tudo o que me resta é a lembrança
Do doce calor daquela luz
Dançando sozinho
Na sinfonia melódica das estrelas
Uma melodia triste
Algo se partiu
E os cacos não podem se juntar
Eu me pus novamente nas mãos negras do oblívio
Quisera eu poder apagar as marcas que estão em mim
Quisera eu poder esquecer tão rápido quanto serei esquecido
Quisera eu poder sentir que nunca mais sentirei novamente
Sussurrando a minha dor para o nada
Guiado pelas velas da noite
A lua me aguarda
E em seu lado escuro eu descansarei
Até que meus cacos estejam remendados
E minhas asas estejam boas para voar
Espero eu poder ficar cego na escuridão
Pois assim jamais voltarei a me apaixonar pela luz
Já é hora de saber
Um ser da escuridão jamais poderá ser amado
Jamais poderá viver longe das sombras
É verdade que dói
Mas vai passar
E quando passar
Serão os meus olhos na escuridão
A vigiar
E será a minha voz em seus sonhos
A sussurrar
Pois eu sou o anjo que espera no fracasso
E quando a sua luz falhar
Serão os meus braços na escuridão
Que você irá encontrar.

terça-feira, 15 de março de 2011

Acaso

Acaso
Por T.H.R. Oliveira

As melhores coisas na minha vida acontecerem sem que eu sequer pensasse em planejar. Tudo tem um motivo, mas vejam só. Eu encontrei o amor da minha vida ao acaso, conheci pessoas maravilhosas ao acaso, os meus melhores amigos vieram a mim ao acaso sem que eu fizesse o menor esforço para conhecê-los.
Nessas horas eu me pergunto se vale à pena mesmo a gente ficar se esforçando pra agradar pessoas que sequer estão ligando pra você, só porque você quer ser notado de alguma maneira. A gente acaba tento o que a gente merece, e as pessoas certas acabam entrando nas nossas vidas sem que a gente perceba de fato.
Mas isso é que é o gostoso da história toda. Saber que o futuro é incerto e que a gente vai sofrer decepções, mas que a gente vai acabar encontrando pessoas que farão parte das nossas vidas para sempre. Pessoas que vão estar ao seu lado em todos os momentos... bons e ruins.
Hoje a minha noite foi fantástica. Não imaginei por nenhum momento que quando eu resolvesse sair com os meus amigos pra comer um sanduiche  e depois ir ao Extra para comprar chocolate fosse resultar em algo tão agradável. Conhecemos duas pessoas incríveis com as quais nos divertimos e conversamos.
Enfim, uma amizade surgiu e isso foi tão incrível quanto o nascimento de uma estrela. Foi uma manifestação da força da natureza através de nossas ações. A identificação, o carinho, o reconhecimento mútuo. Tudo ao acaso. O acaso pode ser desagradável as vezes, mas precisamos entender que bom ou ruim, nós temos o que precisamos para nos tornarmos pessoas melhores.

segunda-feira, 14 de março de 2011

Crepúsculo do Amor

Crepúsculo do amor
Por T.H.R. Oliveira

É estranha essa sensação de que se rompeu algo dentro de mim
Não dói, mas também não sinto nada
É oco, completamente vazio por dentro
É frio, quase consigo sentir o gelo se formando aqui dentro
Parece que estou flutuando para longe do calor
O sol está se pondo lentamente
E logo eu estarei de volta no escuro frio do universo
Não irei mais olhar para baixo
Não irei me arrepender do que eu decidir
Serei firme e sólido como aquelas palavras que me foram ditas
Nada será como costuma ser
Eu não serei magoado novamente
Mais uma vez enterro meu coração
Para que ele não sofra
Mais uma vez me entrego à minha escuridão
E para os braços da minha divindade eu corro
Me entrego ao infinito
E no lago da solidão eterna eu irei nadar
Mas sabendo que pelo menos sozinho ninguém vai me machucar
Ponho de volta as minhas asas quebradas
Tenho que reaprender a voar
Quem sabe dessa vez eu voe pra bem longe
Tão longe que seja impossível eu voltar
Mas as lágrimas de um deus
Não se verão rolar
É estranho me sentir assim
Morto
Depois de provar a vida
E toda a sua glória
Agora só me resta esperar
Até que o sol se ponha
E a lua venha me resgatar.

sexta-feira, 11 de março de 2011

A ti meu coração

A ti meu coração.
Por T.H.R. Oliveira

A ti só tenho uma coisa para dar
Meu coração.
Tu tens minha vida, meu ser
Minha vontade
Tu fazes-me crescer
Tenho vontade de te oferecer minha alma, minha devoção
Mas sei que não seria feliz com esta oferta
Mas por favor, aceita meu coração
Como uma fantasia saída do meu mais louco devaneio
Tu vieste e me encontraste
Meu desejo onírico
A vida ouviu o meu tão aclamado anseio
Tu és o meu presente amado de Deus
A promessa de que nem tudo está perdido
De que sempre terei forças pra lutar
Enquanto minha vida e meu coração forem seus.