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terça-feira, 17 de maio de 2011

Tears Like Rain

Tears like rain
By T.H.R. Oliveira

I see it fall, myself
I'm gazing myself falling in love
And there's nothing I can do now
I’m trapped into this maze

Again
The crush in my bones
The feeling of dieing of love
Smashing me down
There’s nothing for me now

But there's a thing to do
And I’ll always do, always for you
There’s me and you
And I’ll fight for you, fight for you
The end of games, no play
And you'll find the truth, find the truth

I see fire in the sky
And my tears fall from up high
Like it's rain but I'm tired and ashamed
For the fear's the same, the same.

When I see your face
It’s like being struck by a lightning on my head
And your smile's like the sun
There can be no life, there can be no fun

Cause there a thing to do
And I'll get it through, get it through
Get over you and all that you do
Because you don't want to, don't want to
And no more how to play
There’s only you, only you

And I see fire in the sky
And my tears fall from up high
Like it's rain but I'm tired and ashamed
Cause the fear's and the pain is the same.

And I see fire in the sky
And my tears fall from up high
Like it's rain but I'm tired and ashamed
For the fear's the same, the same.

You may think I'm going crazy
And I must be doing my greatest mistake
Leaving you, getting over
I can handle living without you ah

And I see fire in the sky
And my tears fall from up high
Like it's rain but I'm tired and ashamed
For the fear's the same, the same.

Imaginário

Imaginário
Por T.H.R.Oliveira

Ele era um garoto que adorava viver no mundo que criava quando começava a escrever. Desenhava as personagens desse mundo e idealizava um amor baseando-se em alguém que ele realmente conhecia, mas que sabia que seria impossível ter.
Ele se gabava por dizer que tinha amor próprio o suficiente para viver sozinho até que a pessoa que ele tanto idealizou se materializasse e viesse ao seu encontro, como tantas vezes ele sonhou que aconteceria.
Chegaram a dizer para ele, uma língua cruel e amargurada, com inveja certamente por não poder demonstrar o controle que gostaria sobre o próprio desespero, que era bonito como ele dizia tudo de forma poética, mas que já era hora de ele largar os livros de poesia e viver a vida real.
Para o garoto foi como morrer. Deixar o seu mundo fantástico para viver nisso? Nesse mundo onde ninguém ama, onde as pessoas tem um olho só e esse olho é virado para elas mesmas, onde as pessoas são surdas e adoram por palavras nas bocas dos outros? Onde é mais fácil guerrear e odiar do que se entregar ao amor e pedir desculpas? Onde a pessoas que ele tanto idealizou nunca existiria, pois a perfeição não é permitida nesse mudo.
O garoto indignou-se, falou palavras serenas, mas carregadas de desprezo. Ele cortou para sempre a língua venenosa que tentou mata-lo. Ainda assim, aquele veneno fez algo no pobre garoto.
Ele viu seu castelinho de sonhos desmoronando às margens do penhasco que dava vista para o mar e viu o amor dos seus sonhos se transformar em apenas um homem comum. O sonho se desfez e a distância cresceu entre eles tão rápido que antes que o garoto pudesse imaginar uma maneira de salvar o seu mundo encantado, tudo estava perdido.
A esperança foi a única coisa que restou no coração do pobre e envenenado garoto. A esperança de que uma sombra do que foi um dia o seu mundo mágico possa se refletir no frio mundo real. Por isso ele vai lutar e por isso ele não vai deixar que tudo o que ele sonhou e planejou se desfaça como o seu sonho se desfez em neblina.
Chega de falar coisas tristes, chega de chorar as lágrimas que alguém implantou em seus olhos. O garoto vê apenas uma coisa a sua frente. O horizonte, e neste está pintado o amor da sua vida e a realização dos seus sonhos.
Seja como for, o horizonte é o destino e é para lá que ele vai caminhar. Mesmo que seja necessário sonhar e imaginar saídas para os problemas que virão, mas nada, nada no universo, nada real ou imaginário irá impedir que o garoto chegue ao seu destino.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Memórias póstumas de um escritor vivo.

Memórias póstumas de um escritor vivo.
Por t.H.R.Oliveira


Estar parado aqui é aprova do que o que eu mais temia aconteceu
Lá (aponta para um corpo velho e morto) está o fato que sempre me recusei em aceitar
Nunca acreditei que isso fosse acontecer comigo
E agora é difícil olhar pra trás
Reconhecer os erros que cometi
É difícil ver que mesmo para mim o tempo passou.
Quando se é jovem, parece que você indestrutível
E que não há nada no mundo que você não possa fazer
Que não há nada que você não possa ter
Eu era belo, jovem, inteligente
Eu achava que todo o que eu fazia era certo
E que era necessário, por isso nunca senti culpa
Deixei de lado tudo o que eu acreditava não ser importante
Me acorrentei no meu mundo de fantasia
Mundo esse que agora está aos pedaços
Malditas palavras, malditas correntes
Malditos momentos de solidão
Que eu tanto saboreei no auge da minha criatividade
E assim eu deixei passar todo o resto
A vida que eu perdi
Os amigos
Os amores...
Digo, O AMOR que eu perdi
A única pessoa em toda a minha vida que realmente teve o meu amor
A pessoa que povoou minhas estórias
Que era meu protagonista no mundo em que criei
A pessoa perfeita
Tanto tempo eu sonhei em adormecer naqueles braços
Mas foram só sonhos
E depois, tinta e papel
A minha vida não passou de palavras e ilusões
Um grande sonho no qual o tempo não existia
Mas os passos do tempo foram lentos, assim eu pensei
Quando dei por mim eu estava lá (aponta novamente para o corpo)
Velho, feio, sozinho, morto.
Não vai demorar muito e eu serei apenas uma lembrança
E sem muito esforço essa lembrança vai desaparecer
O que eu fiz?
As minhas palavras já se perderam com o vento
Ninguém as lê
Quem eu fui?
Quem eu fui?
Mesmo agora a dor é algo que permanece
E por incrível que pareça, dói ainda mais
Eu desejei desaparecer
Por um tempo, o mundo real simplesmente não parecia o meu lugar
Por isso eu fiz o meu mundo
Por isso eu deixei tudo para trás
Não aguentava mais sofrer
Mas o mesmo sofrimento do qual eu tentei fugir me acompanhou
E agora, ao meu lado, ele é o demônio que não me deixa esquecer
Que a minha vida não passou de um vazio
Talvez eu mereça o que me aconteceu
Morrer sem que ninguém notasse a minha ausência
Eu sempre fui ausente
E isso sempre foi conveniente
Mas não há mais espaço em mim para suportar a agonia
Eu simplesmente não consigo olhar o passado
E me dar conta que mesmo agora
Como o meu corpo morto atrás de mim
Eu ainda sou obrigado a andar pra frente
O tempo me diz, ele não para
E com os seus passos lentos e cruéis eu tenho que ir
O que está além, eu não sei. Não me pergunte
Eu nem ao menos queria saber
Eu só queria voltar
Reviver os meus tempo de juventude
Rever os meus amigos
Ter a chance de amar a pessoa que ainda possui o meu coração
Ficar com ela e nunca deixá-la
Queimar tudo o que escrevi
Destruir o meu castelo de sonhos
E viver
Pelo menos uma vez, viver e não me arrepender
Mas o tempo e a dor não me deixam
Me prendem aqui, com as mesmas correntes que eu me acorrentei na fantasia
E me obrigam a andar
Me fazendo ver o que passou ficando para trás
Fazendo-me perceber que eu não existo
Que não sou importante
E que meu tempo passou
O que me resta perguntar no final de tudo
E o que mais dói só de pensar é:
Quem me amou afinal de contas?

domingo, 15 de maio de 2011

Fantasma Perfumado

Este conto é fictício, mas com personagens reais. Este é o meu presente de aniversário para mim mesmo. Eu me dei o que ninguém poderia me dar. O amor de quem eu desejo. Mesmo que só em uma estória, talvez assim em algum plano de existência isso seja real. Enfim, a vida não é tão ruim assim quando se pode imaginar coisas. Feliz aniversário pra mim 16/05/2011. Que eu seja feliz algum dia, com a pessoa certa, com a pessoa amada e que me ama também.
Fantasma perfumado
Por T.H.R. Oliveira

Eu acabara de sair do carro. Eu estava atrasado para o trabalho. Como sempre, vestido em um terno escuro, com uma gravata não chamativa em volta do pescoço. Estava com minha pasta e os meus papeis nas mãos, quando uma brisa levada soprou umas duas ou três folhas para o lado.
Ao me virar para apanhar os papeis, notei em um breve vislumbre uma pessoa. Ele estava sentado dentro de um ônibus, com a cabeça levemente abaixada e encostada no vidro da janela, seu rosto numa expressão leve carregada de um pesar e dor, que eu não conseguia decifrar.
Eu já vira aquele rosto antes. Vira algumas vezes, belo e inexpressivo, outras vezes com um sorriso leve e sereno, vi aquele rosto me observar com admiração, como se eu fosse algum tipo de deus que caminhasse sobre a terra.
Sim, eu vira aquele rapaz antes. Ele me escrevia coisas lindas. Suas palavras alegravam o meu dia. Ele era tão sincero no que dizia e conseguia me conhecer tão bem que chegava a ser assustador.
Ele chegou a me desenhar em um quadro, o qual eu amei e ainda o tenho pendurado em minha parede. Veio com uma carta aromatizada com o seu perfume, e quando li suas palavras foi como se ele as estivesse falando em sussurros ao meu ouvido.

“Eu tentei fazer você se ver como eu o vejo, lindo, indestrutível, atemporal, eterno e perfeito. Desculpe-me se exagerei, mas esse aroma que você sente é o meu perfume. Achei que assim me faria mais presente quando você recebesse o quadro. Eu só queria poder fazer parte de momentos assim na sua vida. Eu só gostaria de ser mais do que palavras bonitas e esforços para que você se lembre de mim todos os dias.

Com carinho, T.H.R. Oliveira”

Ele nunca soube, mas aquele fora o melhor presente da minha vida. Nunca ninguém demonstrou tanto carinho e dedicação por mim, menos ainda sem me conhecer. Tudo o que as pessoas sempre viram foi um corpo bonito e a possibilidade de sexo.
Ele foi diferente. Ele me viu como eu sou e me amou do jeito que eu sou. Eu nunca soube retribuir.
Com o tempo ele parou com as mensagens bonitas, que faziam o meu dia melhorar e eu fiquei sozinho novamente, com o que me restou daquele doce garoto. Um fantasma perfumado, um quadro no qual eu não me vejo, mas sim quem o pintou e a lembrança de que eu poderia ter feito mais para tê-lo comigo todos os dias da minha vida.
Não sei o que fazer, nem o que pensar agora. Eu o vi. Ele está aqui, em São Paulo. Está tão perto de mim, mas nem sei por onde começar a procurar.
O ônibus há muito se fora. Eu não o alcançaria nem se eu tentasse.
Talvez tenha sido melhor assim. Ele vive a vida dele agora e eu continuo com a minha. Solteiro aos 27 anos, por opção, é claro. Mas ainda procurando nos outros por um traço que me faça lembrar aquele garoto de Brasília que com carinho e muito jeito conquistou meu coração, mas que agora eu perdi.

O amor da Escuridão pela Luz

Eu tentei enviar esse poema de todas as formas à pessoa a quem ela é destinada, porém a porcaria do facebook  estava de rosca comigo. Então vou postar só aqui mesmo, onde ninguém lê... Fiz este poema inspirado no meo mais novo Muso/Divo, amigo queridíssimo e nem sei mais quanto adjetivos bons posso qualificar a este homem, Luciano Alvesch. Se acaso vc chegar a ler isto, espero profundamente que vc goste, pois este poema é seu, e só vc tem direitos sobre ele - além de mim, é claro, que sou o autor... XD
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O amor da escuridão pela luz
Por T.H.R.Oliveira

Como o raiar de um novo dia
Deve ser para aqueles que o encontram todas as manhãs
Como o pesar que alivia
Deve ser para quem se maravilha com o teu sorriso

Olhar nos teus olhos é como ver o colapso entre duas galáxias
É admirar o nascimento de um novo oceano
É se entregar ao delírio selvagem das fantasias
É assistir a fúria perfeita da natureza, no sagrado e do profano

Encontrar-se em teus braços é perder-se no infinito do paraíso
No conforto das asas de um anjo poderoso
Que com o dom do seu toque aclama e doma as feras
Que estás nas alturas, mas é um ser carinhoso

A brisa regozija à tua face acariciar
Pois esta para sempre feliz estará
Por um dia ter tido a chance de por ti passar
E em tua pele angelical tocar

Por não aquecer mais que tua presença, o fogo se envergonha
Para que teu brilho reinasse, o sol escureceria
Por não ter o teu amor a lua despencaria
E até a vida sem a tua existência, morreria

Tu és a força que acorda com o mundo
E a calma que dorme ao anoitecer
Tu és o amor que faz girar o planeta
És o que faz valer a pena viver

Um anjo entre os mortais
Eles não sabem porque é tão fácil amá-lo
Mas eu vejo suas asas, elas são reais
E é tão mais difícil tocá-lo

O teu olhar tem uma chama incandescente
As tuas palavras tem um poder entorpecente
A tua aparência tem um poder sobressalente
Mas tu tens na boca, da vida uma nascente

Diz-me anjo, como não amar-te?
Quando em todas as pessoas do mundo eu procurei
Foi em ti que eu vi o brilho misterioso
Quando em todas as pessoas nada além de vaidade, eu encontrei

Quando tudo o que tive foi luxúria
E o prazer da carne nas minhas negras asas
O sabor da ensandecida fúria
A da vingança não perdoada

Tua luz me seduziu e me cegou
Mais uma vez um caminho surge no escuro do universo
E o devasso cai aos pés do sagrado
Deixando para trás o passado perverso

Implorando pela sua salvação
Olha para o abismo anjo de luz
Tira-me da inconsolável solidão
E com o teu amor me conduz.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Vida e Morte - O Vício.


Vida e Morte - O Vício.

Por T.H.R. Oliveira

O doce inebriante da inocência
Inocência?
Burrice, ignorância...

É mais fácil viver
Quando não se sabe viver

A vida é bela e frágil
E pode sumir sem dar sinal
De uma hora para outra...

Em um único gole
Um ato simples e fatal

Ocultar-se nas sobras
De pensamentos distorcidos
O real e a fantasia se fundem na mente...

Delírios insanos
Em uma mente demente

Mas é certo, porém, o final
Para alguém fora de si
O fim é o mais natural...

Antecipando a chegada
Da senhora morte para o tal

Muito se acha e muito se perde
No reflexo dentro de um copo
Mas acima de tudo, muito se esquece...

Esquece da vida, do amor
E o vício só leva à dor

Eis que chega o fim
Não chore, não reclame
Cada gole o trouxe aqui, enfim...

Fim da linha, caro amigo
Para você acabou, é o fim da vida.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Olhos na escuridão

Olhos na escuridão
Por T. H. R. Oliveira

No vazio do meu universo
Eu não me encontro
Eu não me sinto
Eu estou só
O sol se pôs e minhas asas me levam pra longe da luz
Tudo o que me resta é a lembrança
Do doce calor daquela luz
Dançando sozinho
Na sinfonia melódica das estrelas
Uma melodia triste
Algo se partiu
E os cacos não podem se juntar
Eu me pus novamente nas mãos negras do oblívio
Quisera eu poder apagar as marcas que estão em mim
Quisera eu poder esquecer tão rápido quanto serei esquecido
Quisera eu poder sentir que nunca mais sentirei novamente
Sussurrando a minha dor para o nada
Guiado pelas velas da noite
A lua me aguarda
E em seu lado escuro eu descansarei
Até que meus cacos estejam remendados
E minhas asas estejam boas para voar
Espero eu poder ficar cego na escuridão
Pois assim jamais voltarei a me apaixonar pela luz
Já é hora de saber
Um ser da escuridão jamais poderá ser amado
Jamais poderá viver longe das sombras
É verdade que dói
Mas vai passar
E quando passar
Serão os meus olhos na escuridão
A vigiar
E será a minha voz em seus sonhos
A sussurrar
Pois eu sou o anjo que espera no fracasso
E quando a sua luz falhar
Serão os meus braços na escuridão
Que você irá encontrar.